Boletim da HomeopatiaOnLine
Boletim - Edição 99 - Ano 06
22 de janeiro de 2006


O ano de 2005 foi de muitas conquistas para a Homeopatia, como a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS – PNPIC – e a eleição da nova diretoria da AMHB e de suas federadas. O mesmo aconteceu com a associação dos Farmacêuticos Homeopatas, a ABFH.

Temos gente nova e suas propostas no papel. Mas, à medida que o tempo corre, também verificamos um grande silêncio em nosso ambiente institucional. Cremos que já é tempo de arregaçar as mangas e começar a trabalhar. Na área dos farmacêuticos, várias farmácias já foram vendidas, mas será que seus ideais homeopáticos também?

São muitas tarefas a iniciar: rever os parâmetros para a prova de Título de Especialista em Homeopatia das várias instituições, formular as propostas para implantação da PNPIC, lutar pela diferenciação da consulta, aumentar o número de profissionais homeopatas no serviço público. Todas elas devem ter um foco único: beneficiar o profissional homeopata, olhando para ele como um parceiro participativo nesta jornada, na qual nenhum questionamento deve ser considerado como irrelevante.

Nossa especialidade precisa ser reaquecida, nosso homeopata valorizado; do contrário iremos desaparecer. Para isso nossos governantes foram eleitos. Mãos à obra!.
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Profilaxia homeopática e a gripe do frango

[Publicado no Epoch Times Portland, Ore. and New York Staff, em 04/jan/2006 e traduzido pelo Dr. Marcos Dias de Moraes]


A profilaxia homeopática, chamada freqüentemente de “Homeoprofilaxia”, significa impedir que a doença se manifeste com remédios homeopáticos. Mas poderia a Homeoprofilaxia proteger-nos de possíveis pandemias, como a da atual gripe do frango ou de um ataque bioterrorista?

A Homeopatia é um sistema completo de medicina que vem sendo usado continuamente desde seu início na Alemanha, por Samuel Hahnemann, mais precisamente desde 1796. O princípio básico da Homeopatia é "curentur do similibus do similia", ou seja, deixar que "os semelhantes curem os semelhantes". Hahnemann intuído deste princípio quando estava trabalhando como tradutor médico, ao ler um texto médico que informava sobre os efeitos da casca da chinchona (quinina), usada para tratar a malária, discordou da descrição do autor e fez uma tentativa de ele próprio tomar quinina. Acabou, então, experimentando inesperados sintomas da malária. Em um momento de inspiração divina, quis saber se os sintomas da malária que os pacientes apresentavam quando doentes eram similares aos efeitos produzidos pela quinina quando ingerida por uma pessoa saudável. Poderia uma pessoa saudável tomar uma substância e experimentar os mesmos sintomas de uma doença natural, e, assim, ser curada por essa mesma substância? Sua conclusão foi que sim. Mais tarde ele provou esta teoria, mas com doses muito menores do que as prescritas pela medicina alopática (tradicional).

Samuel Hahnemann,
(1755-1843), Fundador da Escola Médica Homeopática. (Franklin McCoy/
The Epoch Times)

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A teoria mais próxima à lei dos similares que temos na medicina atual é utilizada nas vacinações, usadas para ativar o sistema imunológico. Isto é muito específico em um único patógeno (Patógeno - do grego Pathos , enfermidade e genein , produzir - é o adjetivo que se dá ao microorganismo que tem a propiedade de produzir doença nos seres humanos, animais ou plantas) ou agente, como o vírus da Pólio ou do Sarampo, enquanto a Homeoprofilaxia é muito mais geral e baseada em princípios diferentes. O homeopata olha o indivíduo por inteiro para ver todos os níveis - físicos, emocionais e mentais - para depois encontrar o remédio correto. Se nós desejarmos empregar a Homeoprofilaxia necessitamos encontrar o que Hahnemann denominou de "genus epidemicus" (um remédio homeopático que cure a doença em questão assim como previne outros casos).

Em seu artigo, "Profilaxia Homeopática: Fato ou Ficção", o médico homeopata americano Will Taylor afirma: "A Homeoprofilaxia envolve o uso de remédios individuais, selecionados através de uma maneira individualizada e não de uma maneira rotineira, a fim de reduzir ou eliminar a morbidade de doenças epidêmicas e esporádicas contagiosas". Hahnemann publicou primeiramente este princípio de profilaxia em 1801, ao descrever como impediu a propagação da escarlatina na Alemanha com Belladonna, um remédio que cobria o gênio epidêmico (genus epidemicus). Mais tarde usou outros remédios homeopáticos para tratar com sucesso a epidemia de febre tifóide de Leipzig, em 1813. Nesta epidemia, ele curou 180 pacientes e perdeu somente dois, uma taxa bem menor que a de 30% de mortalidade com os tratamentos médicos convencionais (alopatas) de seu tempo. A Homeopatia seria, então, uma solução viável para uma epidemia moderna ou a um ataque biológico? Esta colocação foi feita por W.L. Bonnell, ao ler um trabalho apresentado à Associação Internacional Hahnemanniana, em junho de 1940: "Nenhum paciente atendido pela Homeopatia veio a falecer, enquanto que os colegas alopatas perderam 20% de seus casos de sarampo... Dei aproximadamente 300 remédios homeopáticos: cinco a adultos que atuaram como enfermeiros práticos; ao homem que instalou o telefone e as luzes na casa que mantinha os doentes sendo cuidados; às mães que dormiram com suas crianças quando estas estavam com o sarampo em sua forma mais severa. Todos estes indivíduos, que estavam diariamente expostos à doença, estavam imunes".

Um outro caso de séria epidemia tratada com sucesso pela Homeopatia foi documentado por Thomas L. Bradford, em seu livro "The Logic of Figures", no qual indicou: "Nos registros de três anos de casos de difteria no condado de Broome, Nova York, de 1862 a 1864, havia um relatório de uma taxa de mortalidade da ordem dos 83,6% entre os alopatas e de 16,4% entre os homeopatas".

Durante a pandemia de gripe espanhola em 1918, os médicos homeopatas documentaram mais de 62.000 casos tratados homeopaticamente, com uma taxa de mortalidade de 0,7%. Daquelas que foram hospitalizadas, a medicina convencional teve uma taxa de mortalidade de 30%, enquanto que 27.000 prontuários médicos tratados com a Homeopatia tiveram uma taxa de mortalidade de 1% ("Journal of the American Institute of Homeopathy" 1921; 13:1028-43).

Se a pandemia do frango ou um ataque bioterrorista ocorrer, a Homeoprofilaxia deverá ser considerada como uma alternativa.

Fonte: Epoch Times Portland, Ore. and New York Staff, em 04/jan/2006.
Internet:
english.epochtimes.com/news/6-1-4/36538.html
Referências:
Winston, Julian, Faces of Homeopathy - An Illustrated History of the First 200 Years, Tawa, Great Auk Publishing, Wellington, New Zealand, 1998.
Por: Dana Churchill and Franklin McCoy, M.D

A Arte de Curar [ Piracicaba, Sexta-Feira, 20 de Janeiro de 2006 ]


Você já tomou remédio hoje? Como não? Então você deve estar doente! Hoje, a vida sem remédio parece inviável, não é mesmo? Até nos causa chateação, quando por uma mísera gripe, a empregada, o amigo, o parente e naturalmente o farmacêutico ou médico nos perguntam: você não vai tomar nada...? Mas como a humanidade conseguiu ultrapassar os tempos e chegar aos dias de hoje – aliás, diga-se de passagem, com crescimento assustador – até então, sem a presença de tanta droga?

Essa cultura consumista de medicamentos que vivenciamos hoje se deve naturalmente a um fator econômico dominante, onde a propaganda dos produtos farmacêuticos é tão indiscriminada que muitas vezes parece mais se tratar de produtos alimentícios do que de produtos que deveriam ser utilizados com severos critérios de prescrição. Mas também devemos ponderar que num país onde a falta de esclarecimentos sobre assuntos pertinentes a esta esfera é tão deficiente, que colabora imensamente para que isto aconteça.

O mistério da vida e da morte, ou seja, de onde vim e para onde vou, nos faz buscar a qualquer preço terapias e produtos que garantam permanecer neste mundo o máximo possível. A vida não admite nenhuma outra definição mais clara do que simplesmente: ‘ela é isso que ela é‘. A vida é definida pela observação de suas características próprias – reprodução, auto-organização etc. – e ninguém conseguiu até hoje, mesmo os grandes filósofos do passado, conceituá-la melhor.

E a morte é o fim da vida? Não, a morte assim como o nascimento faz parte da vida, ou seja, viver nada mais é do que nascer, auto-organizar-se, reproduzir-se e morrer. O morrer faz parte da vida, é irmã do nascer; não é possível haver morte sem vida...

Partindo-se deste entendimento, é possível concluir que o importante na vida não é evitar a morte e nem tampouco retardá-la além da sua ‘programação‘, afinal, se houve um momento para nascer, haverá um momento para morrer. Pois bem, a merecida felicidade buscada por todo ser humano deve ser conquistada dentro destes dois pilares ‘mundanos‘, ou seja, o nascer e o morrer.

A doença nada mais é do que a um processo de adaptação biológica ao meio circundante, o mundo cosmobiológico social que rodeia o indivíduo, e esta adaptação não é só instintiva se não que se produz com a inteligência, a capacidade de decidir, raciocinar, ponderar as circunstâncias, pelo que a doença quer dizer, a adaptação é um problema de liberdade. Difícil de entender? Não! Vejam, a doença não seria o contrário de saúde? O que é saúde? Saúde segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é o ‘estado de bem estar físico, psíquico e social‘, ou seja, não significa apenas estar sem sintomas de doenças físicas (dores, feridas, febres, etc.), mas também estar com paz de espírito, de bem com o semelhante, ‘de bem com a vida, livre...!‘.

Portanto, quando buscamos saúde deveríamos buscar o que? Acabar com a dor, com a coceira, com a acidez do estomago, com a hepatite, com a meningite, etc? Com certeza esta é uma das buscas da saúde. Mas acabando com a dor de estomago, será que o paciente vai estar com saúde? E se ele não tiver mais dor de estomago e continuar nervoso, briguento, com insônia, ele está curado? Não! Temos que refletir, imparcialmente, sobre todos estes aspectos a fim de entendermos o que significa curar.

Curar é conhecer o sentido da doença, é evoluir com a adversidade; curar não significa tirar a doença e sim lhe eliminar a causa existencial profunda (conflito existencial). Toda doença tem início num desequilíbrio psíquico do paciente, ou seja toda doença migra do emocional para o físico.

Para Hipócrates (460-377 a.C.), considerado o pai da Medicina o tratamento das doenças era constituído por três princípios básicos:

1-A natureza se encarrega de restabelecer a saúde do doente e cabe ao médico tratar o paciente imitando a natureza, a fim de conduzi-lo a um perfeito estado de saúde ( vis medicatrix naturae).

2-Os sintomas podem ser tratados diretamente com medidas contrárias a eles.( contraria contrariis curentur).

3-A doença pode ser debelada por aplicação de medidas semelhante à doença, chamada Lei dos Semelhantes (similia similibus curentur)

Muitas vezes (a maioria delas), a natureza trata de equilibrar o indivíduo de maneira tal, que nenhuma providência medicamentosa se faz necessária, mesmo diante de sintomas aparentemente sérios. No entanto, naquelas poucas vezes em que ela se torna incapaz de reconduzir o doente no caminho da cura, um auxílio medicamentoso é exigido.

Daí, o uso de medicamentos que tenham ação contrária aos sintomas despertados pela doença (alopatia) ou medicamentos que tenham a propriedade de eliminar a doença através da ação semelhante aos sintomas por ela produzidos (homeopatia), são terapêuticas que podemos utilizar.

Tratar pelo contrário (antiácidos para acidez do estômago, antitérmicos para baixar a febre, etc) e tratar pelo semelhante (o que causa a doença, também é capaz de curá-la), significa basicamente tratar do órgão doente pela primeira e tratar do indivíduo que possui um desequilíbrio levando-o a manifestar sintomas num determinado órgão, pela segunda.

Vamos entender melhor, com uma comparação extravagante. Imaginemos que um trem lotado de passageiros esteja em extrema velocidade por ausência do maquinista (acabara de enfartar...). Na eminência de descarrilar, a base de comando, uma vez comunicada, apresenta duas propostas para resolver a situação. Pode, imediatamente colocar outra locomotiva em alta velocidade em sentido contrário, na mesma linha, de forma que ao colidirem frontalmente, a ‘velocidade automaticamente cessará...‘, mas o que acontecerá com o trem e os passageiros? Bem, se a idéia era parar o trem simplesmente, ‘bingo‘. Agora, resta a segunda opção, que seria colocar outra locomotiva em disparada no mesmo sentido, que, ao atingirem a mesma velocidade, se engatariam e o processo de frenagem aconteceria, retornando até a velocidade inicial e segura da viagem, ficando, portanto, salvos tanto a máquina como todos seus ocupantes (neste caso, a idéia não era simplesmente parar a máquina).

Acreditem que esta técnica de ‘salvamento‘ existe e é largamente usada em todo mundo. Exige conhecimentos profundos, observação acurada, análises precisas e conclusões certeiras, daí ser chamada de arte de curar.

Autor: Geraldo S. Morato, que é médico veterinário homeopata e docente do Cesaho (Centro de Estudos Avançados em Homeopatia)

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Produto homeopático chega ao famoso site Mercado Livre

Colhendo os frutos da matéria publicada com o título “Homeopatia livra cães de carrapatos”, que saiu no jornal de Ribeirão Preto/SP “A cidade”, em seu suplemento PetNews, um vendedor vem fazendo o mior sucesso com a venda do produto Fator-Ectocão do Laboratório Arenales.

Nossa pergunta é se vale a pena generalizar o tratamento homeopático, propiciando sua venda de forma popular como podemos constatar no site Arremate.com, um derivação do popular Mercado Livre?

Que tal não fazer como as empresas de ração animal? As rações terapêuticas só são comercializadas pelas PetShops, sob prescrição veterinária.

Visite os Links:

Jornal "A Cidade": http://www.jornalacidade.com.br/

Arremate: http://produto.arremate.com.br/


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O Boletim da HomeopatiaOnline já entrou no seu 6º ano de vida e desde sua criação estamos certos que sua contribuição foi importante para o fortalecimento da Homeopatia e sua defesa, haja visto o crescente número de novos leitores.

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20 de janeiro - Dia do Farmacêutico

Esta é uma data muito especial para nós homeopatas, afinal , é graças ao trabalho do Farmacêutico Homeopata competente que se pode ter garantia de que o medicamento terá o efeito já comprovado para que se realize o tratamento, como foi previsto pelo Médico Homeopata.

Parabéns a todos vocês, Farmacêuticos Homeopatas!



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Brasil terá PC pré-pago no 2º semestre [Fonte:IDGNow]

No segundo semestre, a Microsoft e o Magazine Luiza iniciam as vendas do PC pré-pago no Brasil, plataforma de testes mundial do projeto de inclusão digital da Microsoft.
A idéia é oferecer a máquina a outros países emergentes como Rússia, Índia e China.

O primeiro teste do computador pré-pago foi feito em agosto de 2005 com a oferta de mil máquinas em 17 cidades dos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e São Paulo.

O modelo pré-pago compreende a venda de um PC por 599 reais (ou financiado em 25 parcelas de 39,90 reais) que permite o uso dos softwares por meio de cartões pré-pagos. Enquanto compra os cartões, o usuário subsidia o valor restante do micro.

O sistema é muito similar ao modelo de telefonia celular. O usuário que compra um cartão para usar o sistema por 20 horas recebe um alerta ao final do tempo utilizado e deve comprar outro cartão para continuar usando o desktop. Após determinadas horas de uso do computador, o sistema é liberado e passa ser propriedade do usuário.

"A vantagem sobre o celular é que o usuário não corre o risco de ficar sem computador ou software se não puder comprar o cartão pré-pago por um tempo", avalia Neves.

Para testar o preço mais viável, a rede Magazine Luiza vendeu cartões com valores diferentes por hora para o uso do sistema - 50 centavos, um real e dois reais. Nos testes, o valor de um real por hora teve a melhor aceitação, segundo o executivo.

O computador pré-pago conta com sistema operacional Windows XP Home Edition Pre Paid, processador Intel Celeron D320, 128 Megabytes de memória RAM, 40 Gigabytes de espaço em disco, CD/CD-RW, monitor de 15 polegadas, teclado, mouse e kit multimídia. A máquina ainda inclui os games Zoo Tycoon e Age of Empires II.

O primeiro lote de máquinas foi produzido localmente pela Solectron. Já o segundo lote será importado de um fabricante de Taiwan. "Quando o projeto for lançado será escolhido um fabricante local", explica Neves.

 


Há 20 anos, surgia primeiro vírus de computador [Fonte:IDGNow]

Há 20 anos, em janeiro de 1986, o primeiro vírus de computador foi descoberto. Chamava-se Brain e se propagava por meio de disquetes, uma forma mais lenta de se dissiminar, comparada à rapidez da internet.

Apesar do Brain ser o primeiro vírus a se ter conhecimento, ele não é considerado o primeiro código malicioso. A "honra" cabe ao vírus Elk Cloner, escrito por Richard Skrenta, que infectava máquinas Apple II.

Evolução

Vírus do setor de inicialização ("vírus de boot", no jargão) hoje estão extintos, mas tiveram um reinado que durou de 1986 a 1995. Já que a propagação era feita apenas por disquetes e de um computador para outro, níveis de infecção só se tornariam altos meses ou anos depois de seu lançamento.

Isso começou a mudar em 1995, com o desenvolvimento do vírus de macro, que explorava vulnerabilidades nos antigos sistemas operacionais Windows. Por cerca de quatro anos, os vírus de macro reinaram pelo mundo de TI e os prazos para propagação massiva diminuíram para um mês após a primeira detecção.

Quando o e-mail começou a ficar popular, porém, vermes que poderiam causar epidemias globais em questão de um dia logo surgiram. O mais notável - e também um dos primeiros - foi o Loveletter, ou ILOVEYOU, uma praga que fingia entregar uma carta de amor ao internauta. Antes de ser controlado, em 1999, o Loveletter causou prejuízos estimados em até nove bilhões de dólares, segundo a empresa de segurança mi2g.

Em 2001, o tempo de propagação diminuiu de um dia para uma hora com a chegada das pragas de rede, como o Blaster e o Sasser. Em uso até hoje, as técnicas empregadas nesses dois worms ainda são copiadas nas ameaças atuais.

Segundo a F-Secure, atualmente existem por volta de 150 mil vírus, mas o número continua a crescer rapidamente. As principais mudanças nesses últimos 20 anos não foram os métodos de infecção ou técnicas para enganar o internauta, mas sim o motivo pelo qual as pessoas começam a criar vírus.

Para a empresa finlandesa de segurança, a atividade perdeu o status de "hobby" para chegar às gangues criminosas internacionais em busca de ganho financeiro. E essa moda não parece ter um fim próximo.

Já o FBI (Federal Bureau of Investigation), nesta quinta-feira (19/01), afirmou que os crimes por computadores custaram 67,2 bilhões aos negócios norte-americanos, nos últimos 12 meses, sendo que os vírus e worms representam a principal fatia das perdas.

É Mikko Hypponen, chefe de pesquisas da F-Secure, que dá o tom do futuro. "Já encontramos até indícios de que os criadores de vírus estão de olho em laptops conectados a redes locais como próximo vetor de propagação. Seja qual for o próximo passo, será interessante ver que tipos de vírus estaremos combatendo pelos próximos vinte anos - pragas infectando casas inteiras, talvez?".



Obrigado e até o próximo número!

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Destaque da edição anterior:

Aprovada a inclusão da Homeopatia
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